Se não bebo da minha arte, me calo. Sou metade do copo, quase vazio. Se não me embriago, não sinto nem metade. Desse meu copo que é arte, que sente sua boca tocar a minha verdade. Sem arte, sem mim, sou copo vazio. E essa sobriedade enjoa. Se vivo mantendo o juízo, eu morro, eu não sinto. Não acho que faça jus: bêbado não falta com a verdade, bêbado entontece a liberdade de ser quem é, e tem coragem.
Com voz embriagada de arte e amor, Diogo Baleeiro vem seduzir com o poema Uma Bebida Só Nossa. Faz sentir toda a quentura dessa bebida acalentar a alma por completo, a sua, a minha, a nossa.
A liberdade da alma que cambaleando sente a cabeça rodar, não está no uso perfeito das suas faculdades mentais por motivo de pancada, embriaguez, sedução. Vire o copo e sinta tudo queimando por dentro. Hoje vamos beber, embriagar-se de poesia.