Sentimentos Cotidianos

Tudo está tão Eu

Acordei cedo e fui caminhar na praia, recitei o poema da minha alma com as mãos no peito em frente ao mar… Eu mereço ser Eu… Eu mereço ser feliz… Eu mereço ser instrumento de amor, fé, alegria… Eu mereço a leveza e a pureza… Eu mereço nem mais nem menos, eu mereço ser na medida certa que sou. Eu mereço ser de verdade pois da verdade eu nasci puro amor em vida. Eu mereço ser Eu no nível mais alto e esplêndido da minha essência superior evoluída. Eu mereço… Gratidão!

Voltei. Sentei na cadeira na área externa da casa. Escutei os cantos dos pássaros. Que lindo som, suave e intenso, parece que os pássaros não respiram ao cantar. Tão natural, parece fácil, vou cantar feito um pássaro. Eu mereço. Comecei a cantar na forma de rabiscos feito com um lápis sobre a folha solta de um caderno que jamais foi tocado. Agora minhas palavras cantam misturando-se ao sussurro dos pássaros. Consegue escutar?

Olhei a página ainda em branco, sem palavras. Tudo está tão calmo. Os pássaros deram uma trégua, e se fez silêncio. Tudo está tão claro. Minha alma tão alva quanto a brancura da página. Tudo está tão Eu. A inquietude é a alma agoniada implorando por liberdade. Tudo é tão livre, quando sua essência sopra como um vento fresco. Suave feito brisa de mar. Tudo está tão eu, agora, tudo está tão. E os pássaros voltaram a cantar. Consegue escutar?

O barulho que sua alma faz te pedindo pra voar, tão livre de tudo que tentou te aprisionar. Voe de volta pro mar, de volta por seu lar. Tudo que for seu, será seu por merecimento.

* Pra ficar ainda melhor escute a canção: “Morada”.