Sentimentos Cotidianos

É preciso sentir

A amorosidade de uma pessoa não está somente na maneira que estamos acostumados culturalmente a identificar. Nossos pais, nossos costumes, e o ambiente que vivemos, nos ensinou algumas formas de demonstrar e identificar o amor. Suponho que sentimento puro não se percebe apenas em elementos subjetivos como a pronúncia e o ato, por exemplo, mas também na subjetividade inerente ao ser. É que temos uma tendência de identificar no outro como a si mesmo através de um sentimento idealizado. Quando, na realidade, há inúmeras maneiras de perceber e demonstrar amor.

Mallu, por Laila Guedes.

Sinta o aconchego da alma que abraça, na forma sutil de repousar. Observe a inquietude dos gestos tentando a sua maneira demonstrar afeto – e, o quanto a presença do outro nos desconcerta. No olhar acolhedor oferecendo segurança. No sorriso bobo que revela o quanto o momento está delicioso. Na doçura da boca que delicadamente nos beija – nas carícias que os dedos dos pés fazem quando a noite está um pouco fria. Reconheça as palavras mesmo em silêncio nas formas do corpo – a espontaneidade do olhar, do sorriso, do caminhar, a firmeza das mãos ao tocar, o agrado sem pretensão de agradar.

Suponho que, a amorosidade se manifesta verdadeiramente onde poucas pessoas conseguem perceber. O fato de alguém não amar do jeito que você está acostumado a ser amado, não significa que esse alguém não o ame. Seria vão dizer o que precisa para entender um pouco as pessoas que nos amam. Simplesmente, é preciso sentir. É o que melhor traduz as emoções. É o que eterniza as relações. Acredite no amor, sobretudo, no seu amor! 

* Pra ficar ainda melhor escute a canção: “Hello”.